domingo, maio 03, 2015

Crônicas 1 - Primeira Lei de Newton


Foi sexta passada (24 de abril de 2015), minha esposa e eu nos dirigíamos para o Rio de Janeiro na famigerada ponte aérea.  Levantamos voo, senti pelo estômago que se desdobrou e quase saiu pela boca  e em seguida estávamos descendo, rápido assim, agora foi o rim...veio parar próximo as glândulas lacrimais em função da brusca freada.  Entre os dois momentos,  houve tempo suficiente para a amável tripulação passar vendendo  acepipes,  nem sempre deliciosos, mas inflacionados. O companheiro celular estava entre minhas pernas seguramente fixado (imaginava eu) quando durante a descida tive a impressão de estarmos em um avião anfíbio devido a quantidade de água que vislumbrava a nossa frente, do lado direito, esquerdo e fundos, cadê a pista? Pronto!  Percebi...primeiro tranco, segundo e posteriormente uma súbita freada! Daquelas de lembrarmos da escola e das Leis estudadas em Física, o companheiro celular foi embora obedecendo a Newton. Desgarrou-se do dono e foi parar não sei onde... momentos de pânico... olhei em direção ao chão próximo ao banco e nada..perguntei a uma delicada senhora no banco da frente se estava avistando um celular próximo a ela. Olhou e em seguida me apontando impiedosamente declarou: alguém viu o celular desse senhor ? Todos procurando..aqui não! Olhe mais a frente! E assim foi até a aeronave parar definitivamente. Após alguns segundos de puro silêncio e constrangimento percebi que estava nas mãos da comissária que me olhou com aquele ar de desdém... enquanto passava por ela destilou um pouco mais do seu veneno estranho que tem como efeito imediato deixar o passageiro vermelho da cabeça aos pés! Quer seu celular? Está com Jesus!!! Agradeço aos solidários passageiros que sabem a importância de um celular para um pobre mortal. Quanto ao Jesus ainda bem que não quis ficar na casa do Pai.
Em tempo: Jesus era o sobrenome do piloto.

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